A influência das redes sociais virtuais tornou-se determinante em três locais distintos do globo. Não só os locais foram distintos como também os tempos dos acontecimentos em si o foram. As mudanças e os conflitos mediáticos estão a ter origem nas novas redes sociais.
“É frustrante quando as notícias se reciclam a si próprias”, diz, ao New York Times, o jovem freelancer jornalista Mordechai Lightstone, que acompanhou os desenvolvimentos do ataque terrorista que ocorreu a 26 de Novembro em Bombaim através da rede social Twitter. A frustração dirigia-se aos meios de comunicação institucionalizados que geralmente acompanham os desenvolvimentos que ocorrem internacionalmente. A cadeia de televisão CNN, entre outros canais norte americanos, sofreu duras críticas ao não conseguir acompanhar os acontecimentos ao ritmo a que estavam a ocorrer. Ficando dependente das transmissões difundidas por canais indianos e por contactos telefónicos dos seus enviados especiais.
A 13 de Junho de 2009 as eleições no Irão foram antecedidas por um enorme tumulto na comunidade Twitter. A facção que se opunha ao regime que presidia o país, liderada por Mahmoud Ahmadinejad, encontrou nesse sítio a liberdade de 140 caracteres (número máximo de caracteres editáveis naquele serviço) para apelar à mudança de governo. Mir Hussein Mousavi, líder da oposição ao regime de Ahmadinejad, não conseguiu ainda assim vencer as eleições, mas o impacto internacional que a comunidade iraniana (e não só) provocou no Twitter teve grandes repercussões mediáticas. Consequentes ou inconsequentes, é ainda difícil ajuizar, tal como defende Evgeny Morozov , blogger da revista Foreign Policy.
As redes sociais não vieram só interferir com a difusão da notícia que ocorre no imediato. Num contexto muito específico como são as eleições presidenciais norte-americanas, que têm uma duração de mais de um ano, as novas plataformas virtuais são já um forte alicerce para angariação de votos. Num estudo publicado no sítio www.readwriteweb.com conclui-se que a popularidade obtida pelo, agora Presidente norte-americano, Barack Obama, foi imensamente superior ao seu, concorrente John McCain. Como exemplo, no Myspace, entre 3 e 4 de Novembro (dia das eleições) Obama, conquistou 10000 novos amigos enquanto McCain pelo seu lado ganhou 964 novos amigos.
segunda-feira, março 22, 2010
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