domingo, junho 13, 2010

Portugueses aceitam trabalhar mais pelos mesmo dinheiro

Infografia baseada na notícia "Portugueses aceitam trabalhar mais pelo mesmo dinheiro", de Sérgio Amaral, do jornal Público, publicada a 5 de Março de 2010.

terça-feira, junho 08, 2010

Com a vinda do Papa a Portugal foram colocadas 4 questões


Alexandre de 24 anos de idade
Profissão: delegado de publicidade

Devido à pedofilia praticada pelos membros do Clero acha que a vinda do Papa Bento XVI pode prejudicar a visita a Portugal?
A associação do tema sexo à religião torna o assunto explosivo. Contudo a reacção à sua visita depende da forma como os media irão abordar a questão.

Este escândalo de que tanto se tem falado Acha que vai afectar a crença dos fieis?
Não vai afectar porque as pessoas são crentes e não mudam, e o facto de o Papa publicamente ter pedido desculpa vai acalmar os ânimos das pessoas.

Sobre a pedofilia praticada pelos membros do Clero o que tem a dizer?
A Igreja Católica é uma entidade extremamente sábia apesar dos erros, e neste sentido o Papa e os seus conselheiros estão a gerir esta situação de uma forma simples.

Acha que o Papa Bento vai ser julgado?
Não, a Igreja perdia a credibilidade, apesar disso acho que o Papa tem culpa por ser o máximo representante da Instituição.

Dezasseis militares atropelados na zona de Tancos

Infografia baseado na notícia "Maioria dos militares atropelados em Tancos já recebeu alta", de Susana Almeida Ribeiro, para a Lusa, publicada a 4 de Dezembro de 2009.

quinta-feira, junho 03, 2010

“Não tenham medo” da Mensagem do Ano Novo

A tradicional Mensagem do Ano Novo do Presidente da República apela à esperança num cenário de 2010 que se prevê pessimista, com forte tendência a piorar. Apesar de tudo “não tenham medo”, pede o Presidente.

O prenúncio de Aníbal Cavaco Silva há um ano atrás, de que 2009 seria um ano difícil, é agora reafirmado na nova Mensagem do Ano Novo. A única solução para contrariar a tendência reside na união de todos, mais particularmente da classe política, “deixem de lado as querelas artificiais, que em nada resolvem os verdadeiros problemas das pessoas”, denuncia Cavaco.

A constatação de que o crescente endividamento do Estado está a chegar a “um nível perigoso” é um dos três pontos identificados como sendo basilar na actual conjuntura “de grandes dificuldades”. O aumento acentuado da taxa de desemprego e o endividamento do País ao estrangeiro, “atingindo já níveis preocupantes”, são os outros dois pontos referidos. Se não se contrariar a tendência, profetiza Cavaco Silva, “podemos caminhar para uma situação explosiva”.

“O Orçamento do Estado para 2010 é o momento adequado para essa concertação política”, declara o Presidente, apelando à “capacidade para promover entendimentos da parte de quem governa” e para “uma atitude de diálogo e uma cultura de responsabilidade”, por parte da oposição.

A Mensagem é clara nas prioridades a estabelecer no combate à actual tendência negativa. Uma delas encontra-se no “apoio social aos mais vulneráveis e desprotegidos e às vítimas da crise”. “O contributo das pequenas e médias empresas é decisivo para a redução do desemprego e para o desenvolvimento do País”, esclarece Cavaco Silva. Aqui entra a segunda prioridade a ser resolvida, é necessário apoiar as pequenas e médias empresas. Para isso apela-se a uma congregação de esforços ao sector financeiro no seu todo, para além do Estado.

A “crise não é apenas económica”, “devemos também valorizar a prática do valor da ética republicana”, em todos os sectores da vida, alerta o Presidente. “Recuperar o valor da família”, pois o seu empobrecimento tem sido um dos factores contribuintes para o “agravar das dificuldades que muitos atravessam”.

“No passado nunca tivemos medo”, reafirmando o valor da esperança para o presente Cavaco Silva pede aos portugueses que “não tenham medo” agora.

O comunicado na integra aqui, no sítio oficial da Presidência da República.

© 2006-2010 Presidência da República Portuguesa

terça-feira, abril 27, 2010

Sismo na Bolívia

Evo Morales, Presidente da Bolívia, encontrava-se numa escola primária quando ocorreu o sismo, informação veiculada pela agência Reuters. De epicentro a 120 quilómetros da capital La Paz, vitimou pelo menos 50 pessoas, segundo a mesma agência, informação que contrasta com a da agência AFP que contabiliza até ao momento 15 vítimas.

Apesar da magnitude de 8,5 na escala de Richter ainda não estão contabilizados os danos materiais, nem há registo sobre possível tsunami.

segunda-feira, março 22, 2010

A manifestação virtual

A influência das redes sociais virtuais tornou-se determinante em três locais distintos do globo. Não só os locais foram distintos como também os tempos dos acontecimentos em si o foram. As mudanças e os conflitos mediáticos estão a ter origem nas novas redes sociais.


“É frustrante quando as notícias se reciclam a si próprias”, diz, ao New York Times, o jovem freelancer jornalista Mordechai Lightstone, que acompanhou os desenvolvimentos do ataque terrorista que ocorreu a 26 de Novembro em Bombaim através da rede social Twitter. A frustração dirigia-se aos meios de comunicação institucionalizados que geralmente acompanham os desenvolvimentos que ocorrem internacionalmente. A cadeia de televisão CNN, entre outros canais norte americanos, sofreu duras críticas ao não conseguir acompanhar os acontecimentos ao ritmo a que estavam a ocorrer. Ficando dependente das transmissões difundidas por canais indianos e por contactos telefónicos dos seus enviados especiais.


A 13 de Junho de 2009 as eleições no Irão foram antecedidas por um enorme tumulto na comunidade Twitter. A facção que se opunha ao regime que presidia o país, liderada por Mahmoud Ahmadinejad, encontrou nesse sítio a liberdade de 140 caracteres (número máximo de caracteres editáveis naquele serviço) para apelar à mudança de governo. Mir Hussein Mousavi, líder da oposição ao regime de Ahmadinejad, não conseguiu ainda assim vencer as eleições, mas o impacto internacional que a comunidade iraniana (e não só) provocou no Twitter teve grandes repercussões mediáticas. Consequentes ou inconsequentes, é ainda difícil ajuizar, tal como defende Evgeny Morozov , blogger da revista Foreign Policy.


As redes sociais não vieram só interferir com a difusão da notícia que ocorre no imediato. Num contexto muito específico como são as eleições presidenciais norte-americanas, que têm uma duração de mais de um ano, as novas plataformas virtuais são já um forte alicerce para angariação de votos. Num estudo publicado no sítio www.readwriteweb.com conclui-se que a popularidade obtida pelo, agora Presidente norte-americano, Barack Obama, foi imensamente superior ao seu, concorrente John McCain. Como exemplo, no Myspace, entre 3 e 4 de Novembro (dia das eleições) Obama, conquistou 10000 novos amigos enquanto McCain pelo seu lado ganhou 964 novos amigos.