O prenúncio de Aníbal Cavaco Silva há um ano atrás, de que 2009 seria um ano difícil, é agora reafirmado na nova Mensagem do Ano Novo. A única solução para contrariar a tendência reside na união de todos, mais particularmente da classe política, “deixem de lado as querelas artificiais, que em nada resolvem os verdadeiros problemas das pessoas”, denuncia Cavaco.
A constatação de que o crescente endividamento do Estado está a chegar a “um nível perigoso” é um dos três pontos identificados como sendo basilar na actual conjuntura “de grandes dificuldades”. O aumento acentuado da taxa de desemprego e o endividamento do País ao estrangeiro, “atingindo já níveis preocupantes”, são os outros dois pontos referidos. Se não se contrariar a tendência, profetiza Cavaco Silva, “podemos caminhar para uma situação explosiva”.
“O Orçamento do Estado para 2010 é o momento adequado para essa concertação política”, declara o Presidente, apelando à “capacidade para promover entendimentos da parte de quem governa” e para “uma atitude de diálogo e uma cultura de responsabilidade”, por parte da oposição.
A Mensagem é clara nas prioridades a estabelecer no combate à actual tendência negativa. Uma delas encontra-se no “apoio social aos mais vulneráveis e desprotegidos e às vítimas da crise”. “O contributo das pequenas e médias empresas é decisivo para a redução do desemprego e para o desenvolvimento do País”, esclarece Cavaco Silva. Aqui entra a segunda prioridade a ser resolvida, é necessário apoiar as pequenas e médias empresas. Para isso apela-se a uma congregação de esforços ao sector financeiro no seu todo, para além do Estado.
A “crise não é apenas económica”, “devemos também valorizar a prática do valor da ética republicana”, em todos os sectores da vida, alerta o Presidente. “Recuperar o valor da família”, pois o seu empobrecimento tem sido um dos factores contribuintes para o “agravar das dificuldades que muitos atravessam”.
“No passado nunca tivemos medo”, reafirmando o valor da esperança para o presente Cavaco Silva pede aos portugueses que “não tenham medo” agora.
O comunicado na integra aqui, no sítio oficial da Presidência da República.
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